
Solar Porto de Galinhas transformou a antiga vila de pescadores em um dos destinos mais cobiçados do Brasil. Antes dos resorts de luxo e do fluxo constante de turistas nacionais e internacionais, Porto de Galinhas era uma pacata vila de pescadores conhecida por recifenses que faziam o tradicional “bate e volta”.
Naquela época no distrito de Ipojuca (60 km de Recife) não havia hotéis, nem estrutura para pernoite nesta faixa de areia no litoral sul pernambucano. Foi nesse contexto de incertezas e rusticidade que nasceu o Solar Porto de Galinhas, o primeiro hotel da região, que está celebrando 40 anos de uma trajetória que se confunde com a própria história do destino.
A aposta inicial veio de Artur Maroja. Veranista apaixonado pela então desconhecida vila, ele decidiu investir em um empreendimento de hospedagem em uma época em que a ideia era vista como audaciosa — para alguns, até arriscada.
O acesso ao vilarejo era feito por estrada de terra batida, o que espantava turistas. “A decisão de investir aqui, nos anos 80, foi vista como ousada, mas o meu pai, que nada entendia de turismo, acreditou no potencial do destino”, relembra Otaviano Maroja, atual diretor comercial do hotel.

O hotel foi o primeiro a oferecer uma estrutura de padrão elevado, combinando o charme rústico da região com o conforto exigido pelo turismo moderno. Ao fazer isso, o Solar Porto de Galinhas fez o comércio local se desenvolver e colocou Ipojuca no mapa dos operadoras de viagem, servindo de vitrine para as belezas naturais do litoral sul de Pernambuco. O segredo para chegar aos 40 anos com vigor, segundo Otaviano, é o equilíbrio entre a hospitalidade clássica —aquele “sentir-se em casa — e a modernização constante do empreendimento.
Primeiro hotel pé na areia de Porto de Galinhas
Quatro décadas depois, o contraste é impressionante. O que começou como uma estrutura pioneira em uma vila isolada, hoje faz parte de um polo que soma cerca de 20 mil leitos e recebe aproximadamente 1,2 milhão de turistas anualmente. Localizado em um dos trechos mais privilegiados de Porto de Galinhas, o hotel acompanhou essa evolução de perto, expandindo sua estrutura sem perder a essência de um clássico “pé na areia”.
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