SAIBA QUANTO CUSTA ACOMPANHAR OS JOGOS DA COPA 2026
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Faltam 50 dias para o início da maior Copa do Mundo de todos os tempos. Pela primeira vez, o torneio contará com 48 seleções e será sediado simultaneamente por três países: Estados Unidos, México e Canadá.

Com a proximidade do evento, o planejamento financeiro entra na fase decisiva para os mais de 70 mil torcedores que devem sair do Brasil para acompanhar a competição na América do Norte. Levantamento feito pela Nomad indica que, devido às distâncias continentais, a estratégia mais eficaz de planejamento é definir uma “base” para os jogos. Nos Estados Unidos, que detêm 11 sedes, o torcedor precisa optar entre rotas na Costa Leste, Costa Oeste ou no Sul e Centro do país.

O desafio financeiro desta edição é inédito, pois exige a gestão de três moedas: o dólar americano, o peso mexicano e o dólar canadense. Bruno Guarnieri, CRO da Nomad, afirma que centralizar o orçamento em uma conta global permite uma conversão transparente, evitando as taxas elevadas dos cartões de crédito tradicionais.

Segundo a fintech, para uma jornada de sete dias, os custos variam significativamente de acordo com o país escolhido e o perfil do turista.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, uma viagem de perfil econômico custa entre R$ 8.000 e R$ 11.000. Para um roteiro confortável, que inclua hotéis de 3 ou 4 estrelas e restaurantes, o valor sobe para uma faixa entre R$ 15.000 e R$ 22.000. Viagens de luxo no país têm orçamento inicial a partir de R$ 25.000.

O perfil de consumo do brasileiro nos EUA revela um turista autônomo. O uso de transporte público e aplicativos é intenso, com o metrô de Nova York e a Uber figurando entre os estabelecimentos com mais transações. Na alimentação, embora redes como McDonald’s e Starbucks liderem a frequência diária, o Olive Garden e o The Cheesecake Factory são os favoritos para refeições mais tranquilas. No setor de compras, o foco é a “caça ao tesouro” em lojas de descontos como Ross Dress For Less, Marshalls e TJ Maxx. México

Com sedes na Cidade do México, Guadalajara e Monterrey, o México desponta como o país de melhor custo-benefício para o torcedor. Uma viagem econômica de uma semana custa entre R$ 7.000 e R$ 9.000. Já a versão confortável para o mesmo período varia de R$ 12.000 a R$ 16.000.

O comportamento de gastos no México mostra a hegemonia do aplicativo Didi para mobilidade e delivery, superando o uso da Uber. Diferente dos vizinhos do norte, o dinheiro vivo ainda é fundamental no país; saques em caixas eletrônicos (ATMs) em bairros como Masaryk e Madero são frequentes, pois o turista precisa de pesos em espécie para os tradicionais mercados de rua e artesanato. A rede Starbucks funciona como um porto seguro de Wi-Fi e descanso nas metrópoles mexicanas.

Canadá

No Canadá, os custos para uma viagem econômica giram entre R$ 10.000 e R$ 13.000 por pessoa. Para um roteiro confortável, o investimento necessário varia de R$ 16.000 a R$ 22.000. Já os perfis de luxo no país são os mais caros da América do Norte, podendo ultrapassar a marca dos R$ 40.000. O turista brasileiro no Canadá apresenta um perfil multimodal, utilizando o sistema Presto de integração de transporte em cidades como Toronto e Vancouver. O lazer é focado em experiências verticais, com a CN Tower liderando os gastos em ingressos e alimentação. Há também uma forte presença de consumo em estabelecimentos de empreendedores brasileiros, como o “Brazilliant Cafe” em Toronto, que serve como ponto de encontro da torcida.

Gestão financeira e moedas

A análise da Nomad aponta que as compras ainda lideram o orçamento total (28,1% das transações), seguidas por mercados (21,4%), restaurantes (18,2%), lazer (13,9%) e transportes (13,0%). Viajar por três países diferentes em 50 dias exige organização para lidar com as conversões cambiais automáticas e fugir das taxas de IOF de cartões nacionais.

No México e no Canadá, a solução recomendada é a conversão automática da moeda local para o dólar, o que simplifica o controle de gastos. Centralizar os recursos em uma única conta global permite ao torcedor focar na experiência esportiva, minimizando a confusão causada pela oscilação de três moedas distintas durante o deslocamento entre as sedes da Copa do Mundo.

FONTE: CATRACA LIVRE VIAGEM

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