
Busca por uma boa noite de sono impulsiona viagens voltadas ao descanso e deve movimentar US$ 149 bilhões no mundo até 2030.
Depois de incorporar alimentação equilibrada e atividade física às viagens voltadas ao bem-estar, turistas passaram a incluir o sono entre as prioridades na escolha dos destinos. A tendência, conhecida como “sleep tourism” ou turismo do sono, transforma o descanso no principal objetivo da experiência e impulsiona um mercado que deve dobrar de tamanho até o fim da década.
O movimento ocorre em um cenário de aumento dos distúrbios do sono. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em 2023, aponta que 72% dos brasileiros apresentam algum tipo de alteração relacionada ao sono. Nesse contexto, cresce a procura por viagens que priorizam momentos de desaceleração e recuperação física e mental.
Mais do que oferecer conforto na hospedagem, o turismo do sono reúne programas voltados ao relaxamento, como rituais, spas, banhos termais, retiros e atividades noturnas planejadas para reduzir estímulos e favorecer o descanso.
Segundo a Civitatis, plataforma de experiências turísticas em português, houve aumento nas reservas de atividades relacionadas a esse perfil de viagem. A empresa atribui esse crescimento ao interesse por experiências que ajudem os viajantes a desacelerar e estabelecer uma rotina de descanso durante o período fora de casa.

Mercado do turismo do sono deve dobrar de tamanho até 2030
A expansão da tendência também aparece em estudos sobre o setor. De acordo com o relatório SSleep Tourism Market (2025–2030), da Grand View Research, o mercado global de turismo do sono foi estimado em US$ 74,5 bilhões em 2024 e poderá atingir US$ 149 bilhões até 2030. A projeção representa crescimento médio anual de 12,4%.
Segundo Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis no Brasil, o descanso deixou de ser apenas um atributo da hospedagem para se tornar o principal motivo da viagem em parte desse mercado. “O viajante entende o descanso como parte do autocuidado e procura destinos e experiências que ajudem a desacelerar de verdade”, afirma.
Para o executivo, embora as experiências oferecidas sejam diferentes entre si, elas compartilham um objetivo comum: reduzir o ritmo e criar condições favoráveis ao descanso. Entre as atividades procuradas estão banhos termais ao entardecer, massagens, retiros e experiências de contemplação em ambientes naturais.
A mudança acompanha uma transformação mais ampla nas viagens voltadas ao bem-estar. Depois da alimentação e da prática de exercícios físicos, o sono passa a ocupar posição central no planejamento de parte dos viajantes, impulsionando uma oferta crescente de experiências voltadas ao descanso e à reorganização da rotina de sono durante as viagens.
SAIBA MAIS: Turismo do sono ganha espaço e movimenta mercado bilionário
FONTE: CATRACA LIVRE VIAGEM










