
Quem pretende viajar de avião levando celular, notebook, câmera fotográfica ou carregador portátil precisa ficar atento às regras de transporte desses equipamentos. Embora a maioria dos eletrônicos seja permitida na bagagem de mão, dispositivos com baterias de lítio estão sujeitos a restrições de segurança, especialmente quando transportados separadamente.
Em abril , a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou as regras para o transporte de carregadores portáteis, conhecidos como power banks. Entre as medidas estão o limite de dois aparelhos por passageiro, a exigência de transporte na cabine e restrições ao uso durante o voo.
As determinações seguem orientações internacionais de segurança e buscam reduzir o risco de incêndios provocados por superaquecimento ou curto-circuito das baterias. Celulares, tablets, notebooks, câmeras fotográficas, fones de ouvido e relógios inteligentes podem ser transportados na cabine. Em geral, equipamentos com baterias de até 100 watt-hora (Wh) não precisam de autorização prévia da companhia aérea.

A recomendação da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) é manter esses dispositivos na bagagem de mão, onde podem ser identificados e acessados rapidamente caso apresentem aquecimento ou alguma falha. Se um equipamento eletrônico for colocado na mala despachada, deverá estar completamente desligado, protegido contra danos e impedido de ligar acidentalmente. Deixá-lo em modo de espera ou hibernação não é suficiente.
Durante a inspeção de segurança, notebooks e outros aparelhos maiores também podem precisar ser retirados da bagagem, conforme as orientações do aeroporto.
Power banks têm limite de quantidade e capacidade
Os carregadores portáteis estão entre os itens que exigem maior atenção. Diferentemente dos celulares, que possuem baterias instaladas, os power banks são classificados como baterias sobressalentes e não podem ser transportados na bagagem despachada. Pelas regras atualizadas da Anac, cada passageiro pode levar até dois carregadores portáteis na cabine, observando os limites de capacidade e as condições da companhia aérea.
Para modelos de até 100 Wh, o transporte normalmente é permitido sem autorização. Equipamentos com capacidade superior a 100 Wh e de até 160 Wh dependem de aprovação prévia da empresa aérea. Acima de 160 Wh, o transporte é proibido em voos de passageiros.
Também é proibido recarregar o próprio power bank durante o voo. As orientações de segurança de 2026 estabelecem restrições ao uso desses aparelhos para carregar outros eletrônicos a bordo.
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